quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A BUSCA DE ACONSELHAMENTOS ESPIRITUAIS
Márcio da Silva Neiva

Muitas vezes nos deparamos diante de dificuldades para tomar uma decisão, neste momento a Doutrina nos recomenda refletir bem a fim de que o que desejamos fazer ou não chegue a uma solução que não venha prejudicar outros irmãos, a nós mesmos, animais em geral, aves e plantas. Popularmente se diz que o travesseiro é o melhor conselheiro. Traduzindo o ditado popular para os ensinamentos doutrinários, isto significa que, durante o sono, em nossos desdobramentos, entramos em contato com outros espíritos e, dependendo de nossa afinidade entraremos em contato com bons ou maus espíritos (1).
Nestes momentos é que buscaremos os aconselhamentos que possibilitem a nossa decisão, já que temos o livre-arbítrio para escolher qual o melhor caminho a ser seguido (2). No Evangelho Segundo Espiritismo temos um receituário de como proceder neste momento que se nos apresenta como difícil (3). Lá encontramos três questões que devemos submeter a nós mesmos:

1ª - Aquilo que eu hesito em fazer pode acarretar qualquer prejuízo a outrem?
2ª - Pode ser proveitoso a alguém?
3ª - Se agissem assim comigo, ficaria eu satisfeito?

Uma vez passando as respostas das perguntas acima no cadinho da razão, do que resultar então submeteremos à nossa consciência, valendo-se do nosso livre-arbítrio. Lá na nossa consciência, o nosso computador íntimo fará a análise, comparando o resultado dela com as Leis Divinas, ali arquivadas (4) e tomará a decisão que melhor se ajuste ao caso. Permanecendo a dúvida, poderemos nos valer de nosso guias espirituais nos citados desdobramentos pelo sono e, nas conversas com eles, buscar o aconselhamento. Contudo, se ainda ficar algum resquício de dúvida, então o Evangelho aqui referido nos aconselha: "Na dúvida, abstém-te".
Quando, nas Casas Espíritas  que freqüento, sou escalado para fazer o Evangelho comentado, procuro sempre valer-me de uma ou mais obras subsidiárias da Doutrina, páginas avulsas, artigos de jornais e revistas, ainda que contenham matéria contrária àquela do tema do Evangelho, objetivando, sempre, trazer maior clareza ao assunto. Tal prática possibilitou-nos criar seis trabalhos de fontes de consultas para estudo, pesquisa, palestras e artigos de jornais e revistas espíritas, trabalhos estes vinculados às obras básicas da Doutrina e mais o Obras Póstumas. Elaboramos, ainda, uma chave que possibilita vincular um assunto de um artigo, capítulo ou página, aos citados trabalhos.
Exemplificando melhor o contido no parágrafo precedente, repetiremos, a seguir uma estória que vinculamos ao Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII-II-24, que, em outras palavras, leva-nos a refletir nos momentos de indecisão:

AS TRÊS PENEIRAS (5)

Dona Flora foi transferida de seção na fábrica em que trabalhava. Para "fazer média" com o novo chefe, logo no primeiro dia, saiu-se com essa:
- Chefe, o Senhor nem imagina o que contaram a respeito da Zefinha...
Nem chegou a terminar a frase, porque o "Seu" Lico aparteou:
- Espere um pouco, Dona Flora, o que vai me contar já o passou pelas três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, "Seu" Lico?
- A primeira peneira é a da verdade. Tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não, como posso? o que sei foi o que contaram, mas eu acho que...
- Então a sua estória já vazou a primeira peneira. Vamos à segunda, que é a da bondade. O que vai me contar é alguma coisa que a senhora gostaria que os outros dissessem a seu respeito?
- Claro que não!... Deus me livre!...
- Então essa estória vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira que é a da necessidade. A senhora acha mesmo necessário contar-me esse fato ou mesmo passa-lo adiante?
- Não chefe, passando nestas três peneiras , vi que não sobrou nada mesmo do que eu iria contar.

Já pensaram como as pessoas serias mais felizes se todas usassem, sempre, essas três peneiras?
Da próxima vez que surgir um boato por aí, passem-no nas três peneiras antes de obedecer ao impulso de passa-lo adiante.

Márcio da Silva Neiva
kody32543482@gmail.com

BIBLIOGRAFIA:
1 - SONO E SONHOS - GE-CAP XIV-II-28; LE-P 2ª-CAP VIII(CAPUT).
2 - LIVRE-ARBÍTRIO - LE 3ª P-CAP X.
3 - PARA PEDIR UM CONSELHO - ESE CAP XXVIII-II-24.
4 - LEIS DIVINAS - LE - PERG Nº 619; 621; P 3ª-CAP I - CONHECIMENTO DA LEI NATURAL.
5 - TEXTO DE ARLINDA ANDRADE  (É uma versão da página denominada OS TRÊS CRIVOS, de  autoria do Irmão X (Humberto de Campos), do livro Mensagens de Saúde)

sábado, 4 de julho de 2020


CHAMADOS E ESCOLHIDOS
É quase palpável o chamado do Cristo aos homens da Terra, nestes últimos e atribulados tempos.
É soado o momento dos Trabalhadores da Última Hora.
A vinha de Jesus está pronta para ser vindimada, mas faltam os trabalhadores.
Onde estarão todos?
Poucos lhe atendem o chamado, empenhando-se no trabalho com alegria, fé e coragem.
A maioria se recusa a ir, ou porque não reconhecem o momento, ou porque não reconhecem Aquele que os chama.
Outros porque não estão prontos, porque não sabem vindimar....
Estão em busca de trabalho mas não querem abandonar seu hábitos, seus medos, seus vícios, suas vontades.
Os pessimistas temem não dar conta da tarefa.
Os egoístas importam-se apenas consigo mesmo.
Os frouxos, os covardes, adiam sempre qualquer realização, não reconhecendo a hora decisiva.
Os levianos apenas se apegam à casca das coisas e situações.
Os oportunistas, não enxergando lucros imediatos na empreitada, se recusam a qualquer esforço.
Os devassos, ao saber da necessidade de abandonar os vícios em que se comprazem, recuam, desgostosos.
Os vaidosos procuram destaque, desconhecendo a necessidade dos outros.
Os impulsivos, com seu destempero próprio, criam problemas e confusões.
Resumindo: quando alguém atende ao chamado divino e procura servir, assimilando os exemplos e as lições do Cristo, é por sua vez indicado por Ele ao trabalho do Bem, uma vez que chamar preguiçosos e indiferentes não adianta!
____🌹Texto baseado na mensagem "Fé e Caridade", do Espírito André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier.)
____🌹Instituto André Luiz, 03/07/2020)

quarta-feira, 1 de julho de 2020


CASAMENTO
Vamos falar rapidamente sobre casamento? Recordando que ninguém casa "por acaso" com alguém, meditemos hoje que é possível sim, ser casado uma vida toda com a mesma pessoa e, apesar dos pesares cumprir com determinação e alegria (por que não?) o sagrado compromisso assumido ainda na Espiritualidade!
A ruptura do laço conjugal, através do divórcio ou da simples separação, não encontra respaldo e nem legitimidade nas leis divinas. Ter deixado de amar o parceiro/parceira e não apreciar mais a sua companhia, ou até por ter encontrado outra pessoa mais interessante, não dá a ninguém o direito de romper um compromisso que vai machucar - sempre machuca! o lado mais fraco da união (parceiro dependente, filhos, e etc.), atraindo para nós dívidas ainda mais pesadas. A missão maior do casamento é reaproximar afetos, é restaurar laços e dar suporte a espíritos anteriormente prejudicados por nós, muito provavelmente em situação análoga a atual. Eles surgem em nossa vida na forma de parceiro/parceira difícil, de filhos problema e demais familiares que se agregam a nós por ocasião do casamento para cobrar a paz que lhes devemos. Jamais encontraremos a felicidade rompendo compromissos por caprichos pessoais. Salvo condições excepcionais, onde o divórcio é aconselhado, seja pela violência de um dos cônjuges, seja por infidelidade ou maus tratos, o casamento deve ser preservado para que algemas se rompam - não pela força do abandono e da aversão, mas sim pela força do verdadeiro amor e que só existe na renúncia, na abnegação e no perdão. (Instituto André Luiz, 01/07/2020)

sexta-feira, 26 de junho de 2020


ISOLAMENTO SOCIAL
"Sem os outros, não sabemos quem somos..." - André Luiz
Antes da pandemia,o contato físico entre as pessoas se fazia de modo intenso, porém superficial, em detrimento de um maior contato afetivo, emocional e espiritual.
Com o advento do vírus, e que impôs uma mudança drástica ao mundo e ao ser humano, estamos aprendendo aos poucos a nos relacionar com o próximo via coração, mente e espírito.
Anteriormente, diversos agrupamentos, entre eles as famílias de um modo geral, se reuniam corporalmente, mantendo-se, via de regra, intangíveis espiritualmente uns aos outros. Hoje, estes mesmos grupos, tocados pela separação e pela saudade, buscam-se via espírito, restaurando laços e solidificando afetos de um modo antes impensável. Devido ao ritmo frenético imposto a todos nós pela modernidade, mal tínhamos tempo de olhar nos olhos dos demais, quanto mais para sabê-los verdadeiramente!
Hoje, com tempo de sobra e contato físico de menos, aprendemos pelos caminhos da saudade a nos relacionar espiritualmente uns com os outros, prosseguindo nosso aprendizado de vida de forma diferente e, com toda certeza, de um jeito que nos transformará completamente. Apartando-nos lentamente da matéria, o isolamento imposto vai nos conduzindo, aos poucos, e ainda em vida, para os caminhos espirituais da evolução.
Crises virão porque conhecer aos outros desta forma significa conhecê-los verdadeiramente e isso nem sempre será agradável ou confortador. Mas é necessário para que a compreensão humana se sublime e que o amor vença todas as dificuldades e todas as barreiras.
"Sem os outros não sabemos quem somos", diz André Luiz. Com o outro, como num espelho, podemos ver a nós mesmos, com todos os erros e acertos de que nos compomos, identificando a fragilidade alheia como nossa, e trabalhando em conjunto pela melhora geral.
É o que o Pai espera de nós, desta ainda trôpega família humana!
Trabalhemos!
(Instituto André Luiz, 25/06/2020)
Imagem: web (AD)

quarta-feira, 27 de maio de 2020

OBRAS GENEROSAS
Não caminhamos sozinhos sobre a Terra, nem ao abandono.
Do Alto, somos acompanhados com interesse e atenção.
Cada gesto nosso, cada movimento de bondade, de caridade e de amor, suscita especial simpatia e carinho dos Irmãos Maiores.
Havendo perseverança nas resoluções e atitudes, passam a nos acompanhar mais de perto.
Firmemente instalada a obra, por mais pequena e singela, o amparo dos Céus passa a ser efetivo, para que a mesma se dilate, no tempo e nos espaço, produzindo todo o bem que seja possível.
Esta obra pode ser o evangelho feito em casa, na prece sincera e espontânea a favor de todos, pode ser a peça de roupa doada, o prato de comida, o remédio. Pode ser a palavra de afeto e acolhimento, pode ser o cuidado gratuito com o outro, a enfermagem voluntária.
Nada passa desapercebido pelo Alto, nenhuma atitude no Bem, nenhuma obra, por humilde que seja, fica sem amparo ou colaboração espiritual.
Portanto, não se considere incapaz ou pouco digno para começar a trabalhar a benefício do mundo.
A capacidade, a dignidade e a grandeza surgem na boa vontade, crescem na perseverança e se fortalecem no serviço abnegado e constante. (Instituto André Luiz)

Bom dia, boa tarde, boa noite com muita paz, alegria e luz!
O Melhor Remédio
Medicamento eficaz é sempre a oração!
- para dor ou felicidade
- dúvida ou aflição
- tédio e ociosidade
- momentos de tentação
- raiva, desequilíbrio
- euforia, excitação
- enfermidade, desalento
- ansiedade e depressão
- desprezo, afronta
- tristeza e decepção
- tropeço na caminhada
- erro e reparação
- dias sem companhia
- amargura, solidão
- para dias de família
- mesa farta ou não
- dádiva recebida
- alegria e gratidão
- bênção, paz e harmonia
- Melhor sempre com Oração!
(Mensagem de "Cancioneiro" (Espírito), psicografia Instituto André Luiz, 09/05/2020)

Tela: Brent Borup
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OS DOIS MONGES
"Dois monges se preparavam para atravessar um rio a pé, quando deles se aproximou uma formosa mulher. Ela também queria atravessar o rio, mas tinha medo da violência da correnteza.
Então, um dos monges, bondosamente, tomou-a nos braços e a transportou para a outra margem do rio.
Seu companheiro o recriminou: um monge não deve tocar o corpo de uma mulher!
E, durante todo a caminho, não abriu a boca. Duas horas mais tarde, quando avistaram o mosteiro, ele avisou em tom de reprovação que ia contar ao mestre o que tinha acontecido:
– O que você fez é vergonhoso e proibido pela nossa regra!
Seu companheiro se espantou:
– O que é vergonhoso? O que é proibido?
– Como assim? Você esqueceu do que fez? Será não se lembra? Você carregou uma mulher em seus braços!
– Ah, foi! – lembrou-se o primeiro, rindo. – Você tem razão. Contudo, já fazem duas horas que a deixei na outra margem... Mas você, pelo que vejo, ainda a está carregando nos braços!"
(Conto budista)
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Na cabeça de qual monge estava a tentação? A vontade de transgredir? A transgressão, no caso, seria tanto dos votos quanto das regras rígidas do mosteiro.
Pensemos nisso sempre que surgir em nós a vontade de anotar possíveis erros de nosso próximo.
Talvez o "erro" tenha tenha acontecido no propósito de ajudar alguém, como neste caso.
O mal nem sempre está no outro. Pode estar em nós, nos desejos mais secretos de nossa alma. Como vulcão represado, seus vapores podem ser contidos por algum tempo pela rocha dura (regras rígidas) de nossa dissimulação, porém um dia fatalmente o farão entrar em erupção.
O que nos convém fazer é buscar o autoconhecimento, reconhecer os sentimentos que habitam o nosso íntimo, aceitá-los sem condenação, sempre observando neles o buril precioso de nosso aprimoramento, e finalmente educá-los.
Para isso estamos encarnados, para que nos melhoremos como pessoas e não para nos transformar em juízes da vida alheia.
Isso vale para todos nós. Sequer Jesus se viu livre da tentação, que o seguiu no deserto.
Olhemos para nosso próximo com amor, desculpando sempre qualquer falha, porque apenas Deus sabe o que cada um traz em si.
Por mais que camuflemos sentimentos com atitudes e palavras de pretensa elevação, o Pai sabe de nossas fraquezas e pode, hora dessas, nos mandar a prova que apontamos nos outros, apenas para nos mostrar que fragilidade moral é algo que habita em todos nós, e que a necessidade de educação, por ora, ainda é regra geral. (Instituto André Luiz, 20/05/2020)
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Publicado no Facebook em 20/05/2020
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