quarta-feira, 27 de maio de 2020

OBRAS GENEROSAS
Não caminhamos sozinhos sobre a Terra, nem ao abandono.
Do Alto, somos acompanhados com interesse e atenção.
Cada gesto nosso, cada movimento de bondade, de caridade e de amor, suscita especial simpatia e carinho dos Irmãos Maiores.
Havendo perseverança nas resoluções e atitudes, passam a nos acompanhar mais de perto.
Firmemente instalada a obra, por mais pequena e singela, o amparo dos Céus passa a ser efetivo, para que a mesma se dilate, no tempo e nos espaço, produzindo todo o bem que seja possível.
Esta obra pode ser o evangelho feito em casa, na prece sincera e espontânea a favor de todos, pode ser a peça de roupa doada, o prato de comida, o remédio. Pode ser a palavra de afeto e acolhimento, pode ser o cuidado gratuito com o outro, a enfermagem voluntária.
Nada passa desapercebido pelo Alto, nenhuma atitude no Bem, nenhuma obra, por humilde que seja, fica sem amparo ou colaboração espiritual.
Portanto, não se considere incapaz ou pouco digno para começar a trabalhar a benefício do mundo.
A capacidade, a dignidade e a grandeza surgem na boa vontade, crescem na perseverança e se fortalecem no serviço abnegado e constante. (Instituto André Luiz)

Bom dia, boa tarde, boa noite com muita paz, alegria e luz!
O Melhor Remédio
Medicamento eficaz é sempre a oração!
- para dor ou felicidade
- dúvida ou aflição
- tédio e ociosidade
- momentos de tentação
- raiva, desequilíbrio
- euforia, excitação
- enfermidade, desalento
- ansiedade e depressão
- desprezo, afronta
- tristeza e decepção
- tropeço na caminhada
- erro e reparação
- dias sem companhia
- amargura, solidão
- para dias de família
- mesa farta ou não
- dádiva recebida
- alegria e gratidão
- bênção, paz e harmonia
- Melhor sempre com Oração!
(Mensagem de "Cancioneiro" (Espírito), psicografia Instituto André Luiz, 09/05/2020)

Tela: Brent Borup
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OS DOIS MONGES
"Dois monges se preparavam para atravessar um rio a pé, quando deles se aproximou uma formosa mulher. Ela também queria atravessar o rio, mas tinha medo da violência da correnteza.
Então, um dos monges, bondosamente, tomou-a nos braços e a transportou para a outra margem do rio.
Seu companheiro o recriminou: um monge não deve tocar o corpo de uma mulher!
E, durante todo a caminho, não abriu a boca. Duas horas mais tarde, quando avistaram o mosteiro, ele avisou em tom de reprovação que ia contar ao mestre o que tinha acontecido:
– O que você fez é vergonhoso e proibido pela nossa regra!
Seu companheiro se espantou:
– O que é vergonhoso? O que é proibido?
– Como assim? Você esqueceu do que fez? Será não se lembra? Você carregou uma mulher em seus braços!
– Ah, foi! – lembrou-se o primeiro, rindo. – Você tem razão. Contudo, já fazem duas horas que a deixei na outra margem... Mas você, pelo que vejo, ainda a está carregando nos braços!"
(Conto budista)
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Na cabeça de qual monge estava a tentação? A vontade de transgredir? A transgressão, no caso, seria tanto dos votos quanto das regras rígidas do mosteiro.
Pensemos nisso sempre que surgir em nós a vontade de anotar possíveis erros de nosso próximo.
Talvez o "erro" tenha tenha acontecido no propósito de ajudar alguém, como neste caso.
O mal nem sempre está no outro. Pode estar em nós, nos desejos mais secretos de nossa alma. Como vulcão represado, seus vapores podem ser contidos por algum tempo pela rocha dura (regras rígidas) de nossa dissimulação, porém um dia fatalmente o farão entrar em erupção.
O que nos convém fazer é buscar o autoconhecimento, reconhecer os sentimentos que habitam o nosso íntimo, aceitá-los sem condenação, sempre observando neles o buril precioso de nosso aprimoramento, e finalmente educá-los.
Para isso estamos encarnados, para que nos melhoremos como pessoas e não para nos transformar em juízes da vida alheia.
Isso vale para todos nós. Sequer Jesus se viu livre da tentação, que o seguiu no deserto.
Olhemos para nosso próximo com amor, desculpando sempre qualquer falha, porque apenas Deus sabe o que cada um traz em si.
Por mais que camuflemos sentimentos com atitudes e palavras de pretensa elevação, o Pai sabe de nossas fraquezas e pode, hora dessas, nos mandar a prova que apontamos nos outros, apenas para nos mostrar que fragilidade moral é algo que habita em todos nós, e que a necessidade de educação, por ora, ainda é regra geral. (Instituto André Luiz, 20/05/2020)
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Publicado no Facebook em 20/05/2020
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domingo, 24 de maio de 2020

PREGUIÇA MENTAL
Vamos falar um pouco sobre a preguiça?
Não aquela preguiça que a gente conhece bem, a preguiça do corpo.
Vamos falar sobre a PREGUIÇA MENTAL.
É ela a grande responsável por nos manter cativos nos baixos existenciais, atrasados e infelizes, impondo limites que causam humilhações e derrotas, inibem o entendimento e fazem distorcer palavras e pensamentos.
A preguiça mental produz uma névoa asfixiante que, com o tempo, se transforma em calabouço férreo, impedindo que a mente saia da intenção para a ação. Porque o preguiçoso mental até pensa em se modificar, faz planos, projetos, tem noção clara de que o único prejudicado é ele mesmo, mas o hábito nocivo de tudo postergar, de tudo adiar para fazer "depois", "amanhã" e "assim que tiver tempo" se cristaliza de tal forma que só pode ser sobrepujado através de firme empenho e grande força de vontade.
A preguiça mental também se aplica às demais áreas da vida, não apenas a do conhecimento.
Ela atinge a saúde, os relacionamentos, tanto familiares quanto amorosos, o trabalho, a carreira e até o lazer.
Tudo permanece estacionário sob sua letargia até se empoeirar, enferrujar e se desfazer, transformando em dano e sofrimento o que poderia ter sido progresso e realização.
Em tempos como os atuais onde há muito desconforto, cansaço geral, poucas alegrias e muitas preocupações, a preguiça mental, até por uma defesa de nossa parte, pode se instalar em nós.
O que fazer então?
Primeiro: querer. Segundo: não postergar. Pensou, faça! É preciso exercitar a disciplina diária para se manter ativo e operante através do movimento constante.
Ler, estudar, pensar, meditar, observar e aprender.
Obrigar-se a ser mais curioso, a querer saber mais sobre o mundo, sobre o meio onde se vive, sobre a natureza, sobre coisas e pessoas e em breve será possível notar que a dinâmica mental acelerou, saiu do "ponto morto" para uma velocidade tal que vai permitir um melhor intercâmbio com tudo e todos. E também que o pensamento está mais ágil, que o vocabulário foi acrescido de palavra novas e se comunicar, agora, está bem mais fácil e agradável.
Dar o primeiro passo, ter força de vontade para começar ou até recomeçar é tudo. Depois, a continuidade nos processos de leitura, estudo e esclarecimento se dará com naturalidade. O mesmo acontece na forma de se envolver com as pessoas, sejam familiares ou não. Tudo está melhor, há mais diálogo, mais parceria e a vida flui como deve ser.
Não transforme sua mente em um pântano.
Água parada é receptáculo de insetos peçonhentos e répteis traiçoeiros.
Transforme sua mente em usina de luz!
Correntes de água limpa levam vida, alegria e prosperidade por onde passam e para onde vão.
Preguiça mental nunca mais.
(Instituto André Luiz)
(24/05/2020 - publicado no Facebook em 25/05/2020)