terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Mural de Recados do Instituto André Luiz

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Mural de Recados do Instituto André Luiz
A ORAÇÃO COLETIVA
André Luiz em "Nosso Lar"


Acompanhe a leitura com a música inspiradora de 
Michel Pépé - "Sur les Ailes Flamboyantes"

Embora transportado à maneira de ferido comum, lobriguei o quadro confortante que se desdobrava à minha vista.
Clarêncio, que se apoiava num cajado de substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas. Tateando um ponto da muralha, fez-se longa abertura, através da qual penetramos, silenciosos.
Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr do sol em tardes primaveris. A medida que avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas em extensos jardins.
Ao sinal de Clarêncio, os condutores depuseram, devagarinho, a maca improvisada. A meus olhos surgiu, então, a porta acolhedora de alvo edifício, à feição de grande hospital terreno. Dois jovens, envergando túnicas de níveo linho, acorreram pressurosos ao chamado de meu benfeitor, e quando me acomodavam num leito de emergência, para me conduzirem cuidadosamente ao interior, ouvi o generoso ancião recomendar, carinhoso:
- Guardem nosso tutelado no pavilhão da direita. Esperam agora por mim. Amanhã cedo voltarei a vê-lo.
Enderecei-lhe um olhar de gratidão, ao mesmo tempo que era conduzido a confortável aposento de amplas proporções, ricamente mobilado, onde me ofereceram leito acolhedor.
Envolvendo os dois enfermeiros na vibração do meu reconhecimento, esforcei-me por lhes dirigir a palavra, conseguindo dizer por fim:
- Amigos, por quem sois, explicai-me em que novo mundo me encontro... De que estrela me vem, agora, esta luz confortadora e brilhante?
Um deles afagou-me a fronte, como se fora conhecido pessoal de longo tempo e acentuou:
- Estamos nas esferas espirituais vizinhas da Terra, e o Sol que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivificava o corpo físico. Aqui, entretanto, nossa percepção visual é muito mais rica. A estrela que o Senhor acendeu para os nossos trabalhos terrestres é mais preciosa e bela do que a supomos quando no círculo carnal. Nosso Sol é a divina matriz da vida, e a claridade que irradia provém do Autor da Criação.
Meu ego, como que absorvido em onda de infinito respeito, fixou a luz branda que invadia o quarto, através das janelas, e perdi-me no curso de profundas cogitações. Recordei, então, que nunca fixara o Sol, nos dias terrestres, meditando na imensurável bondade dAquele que no-lo concede para o caminho eterno da vida. Semelhava-me assim ao cego venturoso, que abre os olhos para a Natureza sublime, depois de  longos séculos de escuridão.
A essa altura, serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos. Aquela reduzida porção de líquido reanimava-me inesperadamente. Não saberia dizerque espécie de sopa era aquela; se alimentação sedativa, se remédio salutar.
Novas energias amparavam-me a alma, profundas comoções vibravam-me no espírito.
Minha maior emoção, todavia, reservava-se para instantes depois.
Mal não saíra da consoladora surpresa, divina melodia penetrou quarto a dentro, parecendo suave colmeia de sons a caminho das esferas superiores.
Aquelas notas de maravilhosa harmonia atravessavam-me o coração. Ante meu olhar indagador, o enfermeiro, que permanecia ao lado, esclareceu, bondoso:
É chegado o crepúsculo em "Nosso Lar". Em todos os núcleos desta colônia de trabalho, consagrada ao Cristo, há ligação direta com as preces da Governadoria.
E enquanto a música embalsamava o ambiente, despediu-se, atencioso:
- Agora, fique em paz. Voltarei logo após a oração.
Empolgou-me ansiedade súbita.
- Não poderei acompanhar-vos? - perguntei, suplicante.
- Está ainda fraco - esclareceu, gentil -, todavia, caso sinta-se disposto...
Aquela melodia renovava-me as energias profundas. Levantei-me vencendo dificuldades e agarrei-me ao braço fraternal que se me estendia.
Seguindo vacilante, cheguei a enorme salão, onde numerosa assembléia meditava em silêncio, profundamente recolhida. Da abóbada cheia de claridade brilhante, pendiam delicadas e flóreas guirlandas, que vinham do teto à base, formando radiosos símbolos de Espiritualidade Superior.
Ninguém parecia dar conta da minha presença, ao passo que maldissimulava eu a surpresa inexcedível. Todos os circunstantes, atentos, pareciam aguardar alguma coisa. Contendo a custo numerosas indagações que me esfervilhavam na mente, notei que ao fundo, em tela gigantesca, desenhava-se prodigioso quadro de luz quase feérica. Obedecendo a processos adiantados de televisão, surgiu o cenário de templo maravilhoso.
Sentado em lugar de destaque, um ancião coroado de luz fixava o Alto, em atitude de prece, envergando alva túnica de irradiações resplandecentes. Em plano inferior, setenta e duas figuras pareciam acompanhá-lo em respeitoso silêncio. Altamente surpreendido, reparei Clarêncio participando da assembléia, entre os que cercavam o velhinho refulgente.
Apertei o braço do enfermeiro amigo, e, compreendendo ele que minhas perguntas não se fariam esperar, esclareceu em voz baixa, que mais se assemelhava a leve sopro:
- Conserve-se tranqüilo. Todas as residências e instituições de "Nosso Lar" estão orando com o Governador, através da audição e visão a distância.
Louvemos o Coração Invisível do Céu.
Mal terminara a explicação, as setenta e duas figuras começaram a cantar harmonioso hino, repleto de indefinível beleza. A fisionomia de Clarêncio, no círculo dos veneráveis companheiros, figurou-se-me tocada de mais intensa luz. O cântico celeste constituía-se de notas angelicais, de sublimado reconhecimento.
Pairavam no recinto misteriosas vibrações de paz e de alegria e, quando as notas argentinas fizeram delicioso staccato, desenhou-se ao longe, em plano elevado, um coração maravilhosamente azul (1), com estrias douradas. Cariciosa música, em seguida, respondia aos louvores, procedente talvez de esferas distantes. Foi aí que abundante chuva de flores azuis se derramou sobre nós; mas, se fixávamos os miosótis celestiais, não conseguíamos detê-los nas mãos.
As corolas minúsculas desfaziam-se de leve, ao tocar-nos a fronte, experimentando eu, por minha vez, singular renovação de energias ao contacto das pétalas fluídicas que me balsamizavam o coração.
Terminada a sublime oração, regressei ao aposento de enfermo, amparado pelo amigo que me atendia de perto. Entretanto, não era mais o doente grave de horas antes. A primeira prece coletiva, em "Nosso Lar", operara em mim completa transformação. Conforto inesperado envolvia-me a alma. Pela primeira vez, depois de anos consecutivos de sofrimento, o pobre coração, saudoso e atormentado, à maneira de cálice muito tempo vazio, enchera-se de novo das gotas generosas do licor da esperança.

__________
(1) - Imagem simbólica formada pelas vibrações mentais dos habitantes da colônia. - (Nota do Autor espiritual.)

(André Luiz, Nosso Lar, cap. 3)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Não pensemos em dívidas. Pensemos em dádivas!

Certo, estamos em curso intensivo de sublimação... A inferioridade ainda nos marca: amamos em excesso e odiamos em demasia. Mas isso não significa que, por causa disso, devemos andar tristes por aí, sem alegria de viver, carrancudos e infelizes.
A nossa responsabilidade perante a vida é grande, mas Deus não nos colocou em escola escura e deprimente.
Tudo na Criação nos impele à alegria.
A Terra é um jardim a céu aberto nos convidando ao riso e à esperança.
Nossa escola se chama Amor.
Jesus é o Mestre e o caminho é luz.
Estamos longe ainda da angelitude, mas já bem distantes da animalidade.
Já sabemos muito, já aprendemos muito e já podemos ajudar, podemos até ensinar!
Então tristeza por que?
Não pensemos em dívidas. Pensemos em dádivas!
Alegria no rosto, sorriso nos lábios e gratidão no coração.
É assim que a Mãe Terra quer ver seus filhos.
É assim que devemos nos apresentar diante do Pai.
(Instituto André Luiz)

domingo, 25 de novembro de 2018

"Numa briga entre elefantes, o machucado é o capim." - Reflexão



Olá amigos!

Por incrível que pareça, muitos casais, muitas famílias e grupos de amigos ainda estão em pé de guerra devido a divergências políticas.
As eleições já passaram, já temos novos governantes, mas os ânimos prosseguem exaltados, separando pessoas que sempre se amaram e se respeitaram.
Diz a sabedoria dos africanos que "em briga de elefantes o machucado é o capim."
Neste caso aqui, os elefantes são a política e tudo o que ela engloba, a força colossal do poder.
O "capim" é o povo, é o lar, os pais, os filhos, a família... 
Vale a pena vê-los machucados por causa de divergências ideológicas?
Todos os pontos de vista são respeitáveis, mas vínculos familiares e afetivos são sagrados.
Pensemos nisso, cultivando a paz através do respeito e do silêncio, sempre que necessário.
Finalizando, uma frase de André Luiz para nossa reflexão:
"Geralmente, nunca se discute com estranhos e sim com as pessoas queridas; visto isso, valeria a pena atormentar aqueles com quem nos cabe viver em paz?" 
(André Luiz, F. C. Xavier, Sinal Verde, 43)


terça-feira, 20 de novembro de 2018

"Dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em tomo de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão." - Cheverus. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Bordéus, 1861.)

domingo, 4 de novembro de 2018

Tempos de crise e desencanto? Mantenha-se acima das sombras através da prece e da confiança irrestrita em Deus. Tudo é cíclico: o mal que veio irá embora, o bem que se usufrui muda de mãos... O que você é e o que faz de você no decorrer das lutas é o que restará no final. Que seja luz, fé, serenidade e a coragem de prosseguir, apesar da dor. Além da tormenta, brilha o sol, após a tarefa exaustiva, chega o descanso reparador. ❤



sábado, 20 de outubro de 2018

AMANHECEU
Um novo dia raiou em meu caminho como oportunidade bendita de refazimento e continuidade ao meu espírito! Lá fora, no céu, na rua, nos jardins, nos parques, nas casas e nos prédios, o perfil deste dia começa a se delinear suavemente, revestindo-se a pouco e pouco dos acontecimentos que lhe marcarão a curta, porém decisiva trajetória...
Meu coração infinitamente grato ao Teu Amor quer se elevar, neste momento, em prece de gratidão e enlevo, recordando que, pela bênção desta nova manhã, posso rever erros, refazer laços, pedir desculpas, renovar conceitos, alterar atitudes, buscar melhoras, crescer profissionalmente, me tornar mais humano, Te compreender e me compreender melhor, amar mais, sentir mais, sorrir com mais espontaneidade, dar a mão, abraçar, olhar nos olhos, dizer "eu te amo", cumprimentar, abençoar, viver!
Que eu não me isole hoje, que não procure motivos para lágrimas, mesmo que o sol se esconda e a chuva encharque tudo de tristeza e frio... Que eu não deixe de sorrir mesmo que me firam; que eu não me decepcione mesmo que me traiam, que eu não me irrite mesmo que provoquem; que eu não revide mesmo que me agridam; que eu não odeie e nem maldiga mesmo que hostilizado injustamente; que eu não me encerre em mim mesmo com medo da vida, que eu não me recuse a viver por causa da dor, que eu não perca este dia por causa do mal do mundo!...
Hoje, meu Deus, posso alterar todo o meu destino simplesmente porque... amanheceu e eu tenho esta oportunidade em mãos!
Abençoa-me, Pai, e ajuda-me a não desperdiçá-la!...
ASSIM SEJA!
(Copyright Instituto André Luiz, 1999-2018)

Acompanhe a prece com a linda música de Michel Pépé
As luzes do dia

terça-feira, 16 de outubro de 2018


Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em Estágio Educativo na Terra.
Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.

(Emmanuel, extraído da mensagem "Passando pela Terra",  livro "Calma", Chico Xavier)

segunda-feira, 15 de outubro de 2018



"Quem aprende pode ensinar, e quem ensina aperfeiçoa o aprendizado." - André Luiz
❤️ Aos professores, nosso carinho e gratidão! ❤️

sábado, 6 de outubro de 2018


Um bom fim de semana a todos, e um feliz domingo cívico.
E que nenhum de nós esqueça da prece antes de votar, para que nossas escolhas tragam a paz e o progresso que o Brasil tanto necessita.
Deus abençoe a todos!

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

"Empoderar" é um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder para si próprio ou para outrem. É se mostrar, diante de si e dos outros, seguro, valoroso e capacitado, devendo ser respeitado, acima de cor, gênero ou condição.
Não há dúvida que o movimento do "empoderamento" tem beneficiado segmentos antes oprimidos e silenciosos, tem dado voz e coragem aos destituídos de maior destaque ou valor social.
Mas "empoderar" não será jamais conceder privilégios ou falsas noções de superioridade a si ou a quem quer que seja. De fazer do empoderado um elemento voluntarioso, nocivo e prejudicial ao meio em que vive e opera.
Ser "empoderado" é caminhar pela vida fazendo o melhor, sem deprimir-se com os obstáculos do caminho, seguindo em frente tranquilo e confiante, e sem se desviar do caminho reto, até o final.
"Empoderado" não é apenas ter poder, saber-se poderoso. É saber-se grande, e ser verdadeiramente "grande". (Instituto André Luiz)

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sábado, 22 de setembro de 2018

É possível corrigir, aconselhar, chamar a atenção e advertir com brandura, com educação. Se algo nos incomoda nos outros, vamos esclarecer isso com civilidade; se somos nós que incomodamos, que a humildade nos norteie a alma na hora da admoestação... Sim, é possível caminhar iluminando, quando caminhamos com Jesus, aprendendo e semeando brandura e humildade com Ele, no encalço de um futuro melhor.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Hoje, se referir a processos de elevação pode parecer algo meio fora de propósito, dada as dificuldades morais e sociais que enfrentamos na atualidade, mas se não fizermos um amplo esforço para nos erguermos do chão do Planeta, onde nos encontramos temerosos e atordoados, não alcançaremos tão cedo o dia da felicidade e da libertação.
O caminho é Jesus.
A decisão é nossa.
Avancemos!
(Instituto André Luiz)

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Cada um de nós renasce com sua cota individual de lições, das quais será quase impossível fugir ao longo da existência.
As chamamos de provas, carma, dívidas, sofrimento depurador.
Algumas dessas lições doem, doem muito!
Mas também existem outros sofrimentos que, por livre e espontânea vontade, juntamos ao nosso já extenso currículo de provas necessárias.
Sofremos por bobeira, por ingenuidade e por teimosia, dores das quais não precisamos, dores que não nos pertencem.
E de repente, com justa razão, ao peso de tanta dor, a vida perde o encanto.
Caímos doentes, cansados, depressivos.
"Vontade de largar tudo!", a gente pensa, quando o mais inteligente seria deixar de sofrer por tudo que não nos diz respeito. Preocupações e aflições que não vieram endereçada a nós, mas que nos atingem em cheio porque deixamos, porque as atraímos com a nossa mania de querer cuidar de todo mundo.
Já pensou nisso?
As pessoas, entre elas familiares e amigos, são tão aptos quanto você para resolverem seus próprios problemas.
O mundo não repousa em seu ombros, acredite.
Deus não se ausenta jamais.
Cuide-se mais, cuide-se bem, aprenda a se preservar.
É possível amar e ajudar, sem enredar-se num cipoal sem fim de choro e sofrimento.
Ame o caminho do próximo, mas não esqueça de que você é responsável apenas pelo seu próprio caminhar.
Então caminhe leve, pelo seu próprio bem. (Instituto André Luiz)