sexta-feira, 26 de junho de 2020


ISOLAMENTO SOCIAL
"Sem os outros, não sabemos quem somos..." - André Luiz
Antes da pandemia,o contato físico entre as pessoas se fazia de modo intenso, porém superficial, em detrimento de um maior contato afetivo, emocional e espiritual.
Com o advento do vírus, e que impôs uma mudança drástica ao mundo e ao ser humano, estamos aprendendo aos poucos a nos relacionar com o próximo via coração, mente e espírito.
Anteriormente, diversos agrupamentos, entre eles as famílias de um modo geral, se reuniam corporalmente, mantendo-se, via de regra, intangíveis espiritualmente uns aos outros. Hoje, estes mesmos grupos, tocados pela separação e pela saudade, buscam-se via espírito, restaurando laços e solidificando afetos de um modo antes impensável. Devido ao ritmo frenético imposto a todos nós pela modernidade, mal tínhamos tempo de olhar nos olhos dos demais, quanto mais para sabê-los verdadeiramente!
Hoje, com tempo de sobra e contato físico de menos, aprendemos pelos caminhos da saudade a nos relacionar espiritualmente uns com os outros, prosseguindo nosso aprendizado de vida de forma diferente e, com toda certeza, de um jeito que nos transformará completamente. Apartando-nos lentamente da matéria, o isolamento imposto vai nos conduzindo, aos poucos, e ainda em vida, para os caminhos espirituais da evolução.
Crises virão porque conhecer aos outros desta forma significa conhecê-los verdadeiramente e isso nem sempre será agradável ou confortador. Mas é necessário para que a compreensão humana se sublime e que o amor vença todas as dificuldades e todas as barreiras.
"Sem os outros não sabemos quem somos", diz André Luiz. Com o outro, como num espelho, podemos ver a nós mesmos, com todos os erros e acertos de que nos compomos, identificando a fragilidade alheia como nossa, e trabalhando em conjunto pela melhora geral.
É o que o Pai espera de nós, desta ainda trôpega família humana!
Trabalhemos!
(Instituto André Luiz, 25/06/2020)
Imagem: web (AD)

quarta-feira, 27 de maio de 2020

OBRAS GENEROSAS
Não caminhamos sozinhos sobre a Terra, nem ao abandono.
Do Alto, somos acompanhados com interesse e atenção.
Cada gesto nosso, cada movimento de bondade, de caridade e de amor, suscita especial simpatia e carinho dos Irmãos Maiores.
Havendo perseverança nas resoluções e atitudes, passam a nos acompanhar mais de perto.
Firmemente instalada a obra, por mais pequena e singela, o amparo dos Céus passa a ser efetivo, para que a mesma se dilate, no tempo e nos espaço, produzindo todo o bem que seja possível.
Esta obra pode ser o evangelho feito em casa, na prece sincera e espontânea a favor de todos, pode ser a peça de roupa doada, o prato de comida, o remédio. Pode ser a palavra de afeto e acolhimento, pode ser o cuidado gratuito com o outro, a enfermagem voluntária.
Nada passa desapercebido pelo Alto, nenhuma atitude no Bem, nenhuma obra, por humilde que seja, fica sem amparo ou colaboração espiritual.
Portanto, não se considere incapaz ou pouco digno para começar a trabalhar a benefício do mundo.
A capacidade, a dignidade e a grandeza surgem na boa vontade, crescem na perseverança e se fortalecem no serviço abnegado e constante. (Instituto André Luiz)

Bom dia, boa tarde, boa noite com muita paz, alegria e luz!
O Melhor Remédio
Medicamento eficaz é sempre a oração!
- para dor ou felicidade
- dúvida ou aflição
- tédio e ociosidade
- momentos de tentação
- raiva, desequilíbrio
- euforia, excitação
- enfermidade, desalento
- ansiedade e depressão
- desprezo, afronta
- tristeza e decepção
- tropeço na caminhada
- erro e reparação
- dias sem companhia
- amargura, solidão
- para dias de família
- mesa farta ou não
- dádiva recebida
- alegria e gratidão
- bênção, paz e harmonia
- Melhor sempre com Oração!
(Mensagem de "Cancioneiro" (Espírito), psicografia Instituto André Luiz, 09/05/2020)

Tela: Brent Borup
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OS DOIS MONGES
"Dois monges se preparavam para atravessar um rio a pé, quando deles se aproximou uma formosa mulher. Ela também queria atravessar o rio, mas tinha medo da violência da correnteza.
Então, um dos monges, bondosamente, tomou-a nos braços e a transportou para a outra margem do rio.
Seu companheiro o recriminou: um monge não deve tocar o corpo de uma mulher!
E, durante todo a caminho, não abriu a boca. Duas horas mais tarde, quando avistaram o mosteiro, ele avisou em tom de reprovação que ia contar ao mestre o que tinha acontecido:
– O que você fez é vergonhoso e proibido pela nossa regra!
Seu companheiro se espantou:
– O que é vergonhoso? O que é proibido?
– Como assim? Você esqueceu do que fez? Será não se lembra? Você carregou uma mulher em seus braços!
– Ah, foi! – lembrou-se o primeiro, rindo. – Você tem razão. Contudo, já fazem duas horas que a deixei na outra margem... Mas você, pelo que vejo, ainda a está carregando nos braços!"
(Conto budista)
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Na cabeça de qual monge estava a tentação? A vontade de transgredir? A transgressão, no caso, seria tanto dos votos quanto das regras rígidas do mosteiro.
Pensemos nisso sempre que surgir em nós a vontade de anotar possíveis erros de nosso próximo.
Talvez o "erro" tenha tenha acontecido no propósito de ajudar alguém, como neste caso.
O mal nem sempre está no outro. Pode estar em nós, nos desejos mais secretos de nossa alma. Como vulcão represado, seus vapores podem ser contidos por algum tempo pela rocha dura (regras rígidas) de nossa dissimulação, porém um dia fatalmente o farão entrar em erupção.
O que nos convém fazer é buscar o autoconhecimento, reconhecer os sentimentos que habitam o nosso íntimo, aceitá-los sem condenação, sempre observando neles o buril precioso de nosso aprimoramento, e finalmente educá-los.
Para isso estamos encarnados, para que nos melhoremos como pessoas e não para nos transformar em juízes da vida alheia.
Isso vale para todos nós. Sequer Jesus se viu livre da tentação, que o seguiu no deserto.
Olhemos para nosso próximo com amor, desculpando sempre qualquer falha, porque apenas Deus sabe o que cada um traz em si.
Por mais que camuflemos sentimentos com atitudes e palavras de pretensa elevação, o Pai sabe de nossas fraquezas e pode, hora dessas, nos mandar a prova que apontamos nos outros, apenas para nos mostrar que fragilidade moral é algo que habita em todos nós, e que a necessidade de educação, por ora, ainda é regra geral. (Instituto André Luiz, 20/05/2020)
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Publicado no Facebook em 20/05/2020
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domingo, 24 de maio de 2020

PREGUIÇA MENTAL
Vamos falar um pouco sobre a preguiça?
Não aquela preguiça que a gente conhece bem, a preguiça do corpo.
Vamos falar sobre a PREGUIÇA MENTAL.
É ela a grande responsável por nos manter cativos nos baixos existenciais, atrasados e infelizes, impondo limites que causam humilhações e derrotas, inibem o entendimento e fazem distorcer palavras e pensamentos.
A preguiça mental produz uma névoa asfixiante que, com o tempo, se transforma em calabouço férreo, impedindo que a mente saia da intenção para a ação. Porque o preguiçoso mental até pensa em se modificar, faz planos, projetos, tem noção clara de que o único prejudicado é ele mesmo, mas o hábito nocivo de tudo postergar, de tudo adiar para fazer "depois", "amanhã" e "assim que tiver tempo" se cristaliza de tal forma que só pode ser sobrepujado através de firme empenho e grande força de vontade.
A preguiça mental também se aplica às demais áreas da vida, não apenas a do conhecimento.
Ela atinge a saúde, os relacionamentos, tanto familiares quanto amorosos, o trabalho, a carreira e até o lazer.
Tudo permanece estacionário sob sua letargia até se empoeirar, enferrujar e se desfazer, transformando em dano e sofrimento o que poderia ter sido progresso e realização.
Em tempos como os atuais onde há muito desconforto, cansaço geral, poucas alegrias e muitas preocupações, a preguiça mental, até por uma defesa de nossa parte, pode se instalar em nós.
O que fazer então?
Primeiro: querer. Segundo: não postergar. Pensou, faça! É preciso exercitar a disciplina diária para se manter ativo e operante através do movimento constante.
Ler, estudar, pensar, meditar, observar e aprender.
Obrigar-se a ser mais curioso, a querer saber mais sobre o mundo, sobre o meio onde se vive, sobre a natureza, sobre coisas e pessoas e em breve será possível notar que a dinâmica mental acelerou, saiu do "ponto morto" para uma velocidade tal que vai permitir um melhor intercâmbio com tudo e todos. E também que o pensamento está mais ágil, que o vocabulário foi acrescido de palavra novas e se comunicar, agora, está bem mais fácil e agradável.
Dar o primeiro passo, ter força de vontade para começar ou até recomeçar é tudo. Depois, a continuidade nos processos de leitura, estudo e esclarecimento se dará com naturalidade. O mesmo acontece na forma de se envolver com as pessoas, sejam familiares ou não. Tudo está melhor, há mais diálogo, mais parceria e a vida flui como deve ser.
Não transforme sua mente em um pântano.
Água parada é receptáculo de insetos peçonhentos e répteis traiçoeiros.
Transforme sua mente em usina de luz!
Correntes de água limpa levam vida, alegria e prosperidade por onde passam e para onde vão.
Preguiça mental nunca mais.
(Instituto André Luiz)
(24/05/2020 - publicado no Facebook em 25/05/2020)

terça-feira, 10 de março de 2020


O HERDEIRO DO REI
"O filho de um rei, seu herdeiro, apesar das facilidades ao seu dispor, não poderá esquivar-se de todo o processo de preparação que lhe diz respeito, caso queira assumir o futuro e glorioso cargo.
Terá ao seu redor muitas pessoas para ajudá-lo, mas para se tornar soberano, necessitará fazer todas as coisas por si mesmo.
Ao nascer, terá que lutar por sua vida, como o fazem todos os bebês.
Ao começar a andar, só poderá fazê-lo com as próprias pernas.
Sua alfabetização se dará apenas por seu próprio esforço.
Seu crescimento saudável estará condicionado a sua disposição em aceitar regras e limitações.
Aprenderá gradualmente a cumprir as obrigações que lhe dizem respeito.
O tempo despendido no cumprimentos destas obrigações são de sua responsabilidade.
A sua qualidade também.
Atingida a mocidade, a maturidade precoce ou a irreflexão juvenil ditarão o tempo que levará para ser considerado apto ao importante cargo.
Quanto mais consciente de sua destinação, mais breve o caminho; quanto mais irrefletido, mais longo e espinhoso ele será.
Se aplicado aos estudos, obterá seu diploma com facilidade.
Se relapso ou rebelde, gastará muitos anos para formar-se, aborrecendo pais e mestres com sua negligência e que endurecerão as lições para bem recolocá-lo no caminho justo.

Ao contrário dos reinos do mundo, neste seu pai o esperará pelo tempo que for preciso para que assuma finalmente o seu reino.
Mesmo assim, para merecê-lo, o herdeiro terá que chegar até ele por si mesmo, com todos os títulos necessários, e dotado de todas as virtudes e de todas as qualidades pertinentes a tão nobre missão.

O Rei é Deus, seus herdeiros somos todos nós.
E ao contrário dos reinos do mundo, neste nenhum herdeiro perderá seu trono para outro herdeiro devido a sua data de nascimento, ou neste caso, a sua data de criação.
Perante ele, todos somos iguais e temos os mesmo direitos, independente de qualquer fato ou circunstância.
Criados para o mesmo fim, a realeza divina é a nossa natural destinação.
Reis de nosso mundo, daquilo que construímos em nós mesmos ao longo dos milênios.
Somos herdeiros do Grande Rei, herdeiros de Deus, "deuses", como afirmam as escrituras.
A nossa consciência é a prova de nossa origem espirital! Nela está contida a lei de Deus, a sua chancela, o seu atestado de paternidade!
Eis o que somos e de onde viemos.
Grande e bela é nossa destinação! Que nem a dor e nem as dificuldades, nem as tentações e nem as quedas possam apagar de nossa mente quem realmente somos, e para qual trono de luz estamos nos dirigindo!
As apagadas alegrias humanas em nada se comparam com a felicidade que nos aguarda ao final da marcha!
Em frente, irmãos, sem desanimar!"
- Um Espírito Protetor
(Psicografia Instituto André Luiz, Curitiba, 07/03/2020)

sábado, 7 de março de 2020

JORNADA ESPIRITUAL (A caminho do Mais Alto)
Nem desleixo, nem preocupação excessiva. A vida pede atenção, apenas isso, não pede desespero a cada novo problema, uma doença a cada nova prova... Nada se perde na Terra que não seja reposto no Céu, nada nos é tirado aqui sem que nos seja restituído em dobro lá. A cada dia basta seu mal, disse Jesus. Tribulações fazem parte da viagem, dores inesperadas e aparentes injustiças também, mas os exageros correm por nossa conta. A vida pede leveza, pede sorrisos, pede o remédio da fé, do amor e do perdão! Não se torture pelo que é passageiro... A nave Terra não segue a deriva, Jesus está no leme! (IAL)